Skip to main content

Polenta e sua história

24A polenta tem origem na região norte da Itália. Constituía a base alimentar (o prato mais consumido) da população e dos legionários romanos. Era feita principalmente de farinha de aveia, mas podiam ser utilizadas farinhas de outros cereais, como o trigo e o farro. Atribui-se então aos romanos o pioneirismo no consumo da polenta. Nessa época, preparavam um prato denominado “pultem”, com grãos de farro esmagados e cozidos com água, de consistência mole, que era temperado com queijos, carnes ou molhos diversos.

 

Somente depois da chegada dos espanhóis ao Caribe em 1492, o milho foi introduzido na Europa. Na Itália, o ingrediente passou a ser cultivado primariamente no norte, onde as chuvas são abundantes. A partir de então é que a polenta passou a ser feita de farinha de milho.

 

Por muitos anos, foi base da alimentação de famílias de agricultores. A receita era preparada em caldeirões de cobre que, depois de pronta, era tombada em tabuleiros de madeira para ser consumida. Ela podia ser ingerida com ou sem acompanhamentos, aí dependia da região e da época.

 

Com a recessão italiana, a polenta veio parar no Brasil, juntamente aos imigrantes que vieram entre 1880 e 1930 fugidos da miséria causada pela transição socioeconômica que o país estava enfrentado.

 

Por isso, a polenta já foi considerada o “alimento dos pobres”, mas hoje, sem essa conotação, ela circula entre casas e restaurantes como um acompanhamento de inúmeros tipos de pratos.

 

Existe uma diversidade de farinhas com que se pode fazer polenta, mas nada mais tradicional que a de farinha de milho. Por ser um alimento rico e com sabor neutro, a polenta é bem aceita em diversos pratos. E aqui entre nós: uma boa polenta é um prato reconfortante que sempre cai bem, seja frita, mole ou brustolada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *