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A história do vinho da origem até a mesa dos imigrantes italianos do Rio Grande do Sul

Que o vinho é muito antigo, isso todo mundo já sabe, mas você conhece a história do vinho? Desde pequenos ouvimos nas histórias, na escola e em casa relatos sobre a bebida. Mas você já se perguntou exatamente quando esse néctar dos deuses surgiu? Se você pensou que ele tem a idade da pedra, acertou! Nos acompanhe nessa breve passagem no tempo e veja como o vinho fez parte da história.

 

Um pouco da história no mundo

Embora já existissem relatos literários no século VII a.C, alguns cientistas acreditam que os primeiros indícios da viticultura, com plantio organizado, tenham surgido na Geórgia, região do Cáucaso, de 7.000 a 5.000 a.C, Idade da Pedra. Há relatos também de artefatos ligados a viticultura datados de 4.000 a.C, na Armênia.

Já em torno de 1.500 a.C. os antigos egípcios registraram pinturas e documentos com o processo de vinificação e o uso da bebida em celebrações. Com o tempo, junto ao azeite de oliva, o vinho foi um dos impulsionadores do comércio egípcio, chegando até a Grécia. Alguns historiadores acreditam que os primeiros enólogos foram os egípcios.

Depois disso, o vinho caiu no gosto do povo, começou a ganhar o mundo e passou a ser requisito primordial dentro das culturas da Grécia e do Império Romano.

Em meados de 800 d.C, com Carlos Magno, é que houve uma organização e a promulgação de leis agrárias que, com rigidez, estabeleceram normas para a produção agrícola, principalmente do vinho. Na Idade Média, outro fator fez com que o crescimento da produção de vinhos se ampliasse: a ascensão da Igreja Católica.

No novo mundo, a partir de 1.500, com os colonizadores espanhóis e portugueses  chegando às Américas, as primeiras vinhas foram plantadas inicialmente no México e no Peru, e depois se espalhando por todo o continente.

 

No Brasil

As primeiras videiras foram plantadas no Brasil em 1532, pelo fidalgo Brás Cubas, membro da expedição de Martim Afonso de Souza, na Vila de Santos. As cepas plantadas foram trazidas de Portugal e ficaram alocadas nas encostas da Serra do Mar. Em 1551, tendo conseguido elaborar o primeiro vinho brasileiro, Brás Cubas passa a ser considerado o primeiro viticultor do país.

Destaca-se no Brasil a produção de espumantes, que se beneficiam de um clima bastante favorável. Os espumantes brasileiros são hoje classificados como vinhos de boa qualidade.

 

No Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, as primeiras videiras foram introduzidas pelos padres jesuítas ainda em 1626, pois precisavam do vinho para os rituais católicos. No decorrer do tempo, com a chegada dos imigrantes Alemães, outras cultivares europeias começaram a ser semeadas e obtiveram bons resultados.

A vitivinicultura gaúcha teve um grande estímulo a partir de 1875, com a chegada de imigrantes italianos. Em sua bagagem, trouxeram videiras que vieram principalmente da região do Vêneto (conhecida por sua cultura de produção e consumo de vinhos). Inicialmente com sucesso, mas, depois, as videiras finas acabaram não se adaptando ao clima úmido tropical e foram aniquiladas por doenças fúngicas.

Porém, com a variedade Isabel, então cultivada pelos colonos alemães no Vale do Rio do Sinos e no Vale do Caí (cultivada inicialmente como fruta para consumo), deu-se continuidade à produção de vinhos que, embora de qualidade duvidosa, espalhou-se para outras regiões, tornando-se base do desenvolvimento da vitivinicultura no Rio Grande do Sul.

Hoje, as vinícolas instauradas no estado produzem vinhos conhecidos nacional e internacionalmente, principalmente os espumantes.

 

No Dia do Vinho, não deixe a data passar em branco, saboreie um bom vinho (se quiser, neste artigo tem dicas muito interessantes sobre harmonização). Ao visitar as Casas DiPaolo, consulte a carta de vinhos ou solicite uma indicação.

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